Mais de 80 empresas do ES ganham espaço na terceira fase de retomada da Samarco
Mais de 80 empresas capixabas já participaram da terceira fase da retomada operacional da Samarco. O número mostra que o “Momento 3” começa a produzir efeitos muito além dos limites da unidade de Ubu, em Anchieta. A obra movimenta engenharia, manutenção industrial, logística, fornecimento de aço, materiais elétricos, metrologia, construção modular e locação de equipamentos. Em outras palavras, parte relevante do investimento já circula pela economia do Espírito Santo.
A presença de empresas como Timenow, Vix Logística, Cedisa, Sistermi, Vimetal, Conami, Setac e Imantec revela que o Estado possui uma cadeia produtiva capaz de atender projetos industriais de alta complexidade. Ou seja, grandes investimentos só geram desenvolvimento duradouro quando conseguem contratar fornecedores locais, ampliar faturamento e acumular conhecimento dentro do próprio território.
O dinheiro da Samarco fica na região
A Samarco também definiu como prioridade a contratação de mão de obra local e estendeu essa diretriz às empresas contratadas. Desde 2019, mais de 70% das admissões próprias na unidade de Ubu contemplaram trabalhadores da região. Além disso, a orientação para o uso de pousadas e do comércio local ajuda a distribuir a renda por setores que não mantêm ligação direta com a mineração, como hospedagem, alimentação, transporte e serviços.
Não dá para saber com precisão como a ocupação de pousadas e hotéis sente os efeitos das obras na Samarco. Não há dados públicos sobre essa movimentação na região. Essas informações tem peso importante para determinar investimentos públicos, formação entre outros. Uma perda não só para Anchieta, como também para municípios vizinhos como Guarapari e Piúma. Ou seja, já passou da hora de entidades regionais organizarem esses dados.
Retomada
A escala do projeto amplia o efeito de movimentação da economia. A empresa prevê investir R$ 3,5 bilhões no Espírito Santo para modernizar as plantas, ampliar o sistema de filtragem e reativar duas usinas de pelotização. A operação deverá passar dos atuais 60% para 100% da capacidade instalada a partir de 2028, com a criação de aproximadamente 4 mil postos de trabalho entre 2026 e 2027, dos quais cerca de 400 serão convertidos em empregos próprios.
Entre 2026 e 2030, a Samarco também projeta gerar R$ 2,5 bilhões em tributos no Estado, incluindo os impostos originados pela compra de bens, materiais e serviços. No entanto, o principal legado dependerá da participação capixaba nessa cadeia. Quanto mais empresas locais entrarem nos contratos e mais trabalhadores da região ocuparem as vagas, maior será a parcela do investimento que permanecerá no Espírito Santo depois que as obras terminarem.
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